quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CCJ aprova uso do FGTS na compra de imóvel para filho

Uma proposta aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado amplia a possibilidade do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra da casa própria. O projeto de lei (PLS 375/09) permite que os pais saquem o valor a que têm direito na Caixa Econômica Federal para ajudar o filho maior de 21 anos, casado ou em união estável, a comprar o seu primeiro imóvel.

Pela proposta, o dinheiro poderá ser usado para pagamento de parte das prestações do empréstimo, liquidação ou amortização do saldo devedor ou ainda para o pagamento total ou parcial do imóvel, desde que seja o primeiro do filho, que deverá comprovar o estado civil.

O texto, de autoria do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais, onde será analisado em caráter terminativo, antes de ser enviado à Câmara. Ou seja, não precisará passar pelo plenário se não houver recurso assinado por nove senadores. A proposta recebeu parecer favorável da senadora Lúcia Vânia na CCJ, que apresentou apenas uma emenda de redação.

“O FGTS é patrimônio do trabalhador brasileiro. Assim, sua utilização deve ser em prol, acima de tudo, do interesse do trabalhador, pois a razão principal para a criação do Fundo foi a criação de uma poupança para o trabalhador, a despeito da possibilidade de se usar os recursos do Fundo para financiar investimentos”, argumenta Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) na justificativa do projeto.

O FGTS é uma poupança obrigatória feita pelo empregador numa conta do trabalhador na Caixa Econômica Federal. Corresponde a 8% do seu salário bruto, mas o funcionário não tem acesso ao dinheiro, a não ser em situações especiais, como demissão sem justa causa, aposentadoria ou morte, doenças graves, como Aids e câncer, e compra da casa própria na modalidade de financiamento imobiliário.

Prejuízo para trabalhador

Um dos principais patrimônios do trabalhador brasileiro, o FGTS acumula cerca de R$ 230 bilhões na Caixa Econômica Federal. Nos últimos dez anos, o trabalhador perdeu, em média, 20% do valor depositado. O problema é que o Fundo é remunerado pela Caixa Econômica abaixo até da inflação, o que resulta em prejuízo para os trabalhadores, segundo a ONG Instituto FGTS Fácil, responsável pelo cálculo das perdas ocorridas na última década.

De acordo com cálculos do instituto, a remuneração atual do fundo resultou em prejuízos de R$ 53 bilhões aos trabalhadores entre 2002 e 2009. O valor corresponde quase ao dobro dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente para a realização das Olimpíadas no Rio em 2016.

Para corrigir essa distorção, nove projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional aumentam a rentabilidade do Fundo, como mostrou o Congresso em Foco no ano passado.

Os projetos de leis em análise no Congresso mudam o atual índice de correção do fundo, formado pela Taxa Referencial (TR) e mais 3% ao ano. No lugar da TR, colocam o Instituto Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, usados pelo governo como indicadores oficiais para medir a inflação. Além da atualização inflacionária, os projetos mantêm os 3% de rendimento ao ano.


Fonte: Congresso em Foco
Projeto obriga vigilância em caixas eletrônicos

Os vereadores de Maringá aprovaram ontem, em primeira discussão, projeto de lei que obriga todas as agências bancárias da cidade a manter vigias nos ambientes onde funcionam caixas eletrônicos, entre as 6 e 22 horas.

O projeto, de autoria do vereador Aparecido Domingos Regini, o Zebrão (PP), foi aprovado por unanimidade, mas gerou dúvidas. A vereadora Marly Martin (DEM) questionou a legalidade do projeto,alegando que a Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Zebrão, não conta com nenhum advogado. “A Marly está com manha”, reagiu Zebrão. 

Fonte: Acim -Maringá-PR
  
Vigilantes do Ceará decretam greve

Os vigilantes do estado do Ceará amanheceram em greve. A decisão pela paralisação já havia sido tomada em assembléia que reuniu o Sindvalores e o Sindvigilante, no último dia 08.

Os trabalhadores querem o pagamento do adicional por risco de vida/periculosidade. Depois de três rodadas de negociações com os representantes patronais, não houve acordo.

O Sindicato dos Vigilantes e o Sindicato de Transporte de Valores do Ceará estão juntos na mobilização pela campanha salarial de 2010. Janeiro é a data-base da categoria mas, desde outubro, os patrões estão cientes das reivindicações da categoria.

O diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes, Jervalino Rodrigues Bispo, que acompanha de perto as negociações, relata que, diante da intransigência dos patrões, a categoria não teve outra alternativa a não ser decretar a greve.

O presidente do Sindvigilantes, Geraldo Cunha, explica que também está na pauta de reivindicações da categoria o reajuste salarial de 9,97% e um novo valor do vale refeição, (para R$ 10 contra os R$ 5,80 pagos atualmente).

O presidente do Sindvalores, Wellington de Oliveira, lembra que o Ceará é o único estado da federação em que o sindicato patronal não paga qualquer abono referente ao risco de vida a que são submetidos os funcionários.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ CNTV com O Estado do Ceará

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sindicalismo


Vigilantes de Rondônia marcam mesa de entendimento com Vigher

O Sindicato dos Vigilante SINTESV - RO, solicitou mediação com a empresa VIGHER, na SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO, reclamando de que a empresa mencionada vem descumprindo costumeiramente a legislação trabalhista, deixando de observar dentre outros itens os seguintes: atraso no pagamento de salário, atraso no pagamento do 13º salário de 2009, atraso na concessão de vale transporte, atraso na concessão de férias vencidas e atraso na concessão da reciclagens.

Conforme despacho do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, o Dr. ANDRÉ VEIGA DA SILVA, a empresa em referência tem sido objeto de várias denúncias no plantão fiscal pela maioria dos Auditores Fiscais e já foi objeto de muitas fiscalizações tendo sido lavrado diversos autos de infração sendo que as irregularidades acima persistem sem uma solução que venham ao encontro dos anseios dos trabalhadores. "Nesse diapasão, entendo que uma mera mediação não seria suficiente para corrigir as irregularidades aqui verificadas".

A Consolidação das Leis do Trabalho no seu Artigo 627 - A recomenda que " Poderá ser instaurado procedimento especial para ação fiscal, objetivando a orientação sobre o cumprimento das leis de proteção ao trabalho, bem como a prevenção e o saneamento de infrações à legislação trabalhista mediante Termo de Compromisso na forma a ser disciplinada no Regulamento da Inspeção do Trabalho" .

Diante disso na forma do estatuido nos artigo 27 e seguintes do Decreto 4.552 de 22 de Dezembro de 2002 a instauração de Procedimento Especial de Mesa de Entendimento visando sanear as infrações trabalhistas praticadas pela empresa VIGHER SERVIÇO DE SEGURANÇA LTDA.

Como se trata de empresa que presta serviço a terceiros derteminou a intimação dos tomadores de serviços: RECEITA FEDERAL, CEPLAC, TEXACO, SEMUSA, CERON e MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL, por serem responsavel Subsidiários, e convidou o Ministério Público do Trabalho da 14º Região e notificou também o chefe da Seção de Inspeção do Trabalho para acompanhar a Mesa de Entendimento designada para o dia 21 de Janeiro de 2010 (quinta-feira) às 9:00 hora, na sala de mediação da Superintendência, localizada na Rua: José Camacho Nº. 909, Bairro Olaria.

A Mesa de Entendimento será conduzida pelo Superintendente Dr. André Veiga. A diretoria do SINTES-RO convida os vigilantes para se fazerem presentes, onde vai ser tirada uma comissão para acompanhar a Mesa de Entendimento.

Fonte: Rondônia Dinâmica-RO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mobilização
Vigilantes fazem assembleia hoje para decidir sobre greve geral
 
Os vigilantes das empresas privadas em Rio Branco ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir deste fim desta semana. A decisão será tomada durante a assembleia geral da categoria que acontece hoje, às 18 horas, no auditório da Assembléia Legislativa.

A greve que envolve uma das empresas do setor da segurança privada pode se tornar geral tendo em vista que a categoria não observou evolução nas tentativas de negociação com os patrões. Os vigilantes reivindicam aumento de 10% nos salários e não concordam com a proposta de 7% oferecida até o momento pelo sindicato patronal.

O diretor de formação do Sindicato dos Vigilantes do Acre (Sindeesvtac), Wilisson Viana, lembra que a categoria está insatisfeita com a desvalorização e hoje decide unida se a greve será apenas de advertência ou por tempo indeterminado. “Tivemos três reuniões com os patrões nesse período, sendo que a proposta deles subiu de 4% (referente ao índice inflacionário) para 7%, mas ainda não atingiu os anseios dos trabalhadores”, destaca.

Segundo ele, a empresa em greve no momento possui 210 vigilantes, mas, caso a categoria decida por uma paralisação geral, o número sobe para 1.200, que é a soma total dos trabalhadores do setor no Acre. “Esperamos maior sensibilidade dos patrões, tendo em vista, inclusive, o nível de perigo que enfrentamos na lida do dia-a-dia”, acrescenta.

Ainda de acordo com Wilisson Viana, a partir de segunda-feira, 11, os funcionários que já estavam em greve irão manter a manifestação em frente à empresa e, desta vez, pretendem montar acampamento no local.


 
Fonte: Página 20 - AC